No fim-de-semana passado reunimos boa parte da velha turma da adolescência. A mesma turma cujo rareamento dos encontros, deu origem a este semanário, que tem por intenção exatamente estreitar os contatos, através de um fator que sempre nos uniu – a música. Dentre os muitos assuntos abordados, nosso amigo-irmão-listante Pedro Pedrada falava sobre o Dream Theater e algum trabalho bom dos caras. Adiantei que já tinha matéria pronta sobre o DT e que ia publicar. Conheci o Dream Theater há vinte anos. É, em 1992. Foi numa loja de discos, e ao ver a capa bem trabalhada, a primeira coisa que me ocorreu foi – “que porra é isso???!!!”. Comprei, e em casa, debulhei o cd. Realmente a banda tinha dois enormes diferenciais: o primeiro, um monstro na cozinha - Mike Portnoy, e na guitarra John Petrucci, que dispensa qualquer comentário (o terceiro a ser convidado para o GIII). Os caras tinham um som notoriamente baseado nas coisas do Rush, aliás, influência assumida por seus integrantes. O álbum em questão é o Images and Words, que tem uns negócios legais, dentre eles a boa, Pull Me Under. Em ’95, nas incursões bretãs, consegui o EP A Change of Season, onde eles declaram seu amor a grandes referências do passado (Deep Purple, Led Zeppelin, Queen, Genesis...) com covers e medleys. Acompanhei algum trabalho novo e tempos depois, em ’99, peguei o quinto do grupo - Metropolis Pt. 2: Scenes From A Memory (a parte I havia sido referida no Images and Words). O álbum é conceitual, muito bem acabado em todos os aspectos, tendo até separação por atos e cenas, contando a história da regressão de um tal Nicholas e as descobertas que vão sucedendo. Não precisa dizer que as “cenas” são quilométricas, mas vale a pena dar uma sacada. Anexada, a cena que abre o segundo ato, e muito bem: Home. Realmente o som dos rapazes é daqueles pra ser ouvido instrumento a instrumento, indo e voltando nas faixas pra realmente sacar o quanto eles são bons. O problema é que depois da inauguração desse tal Progressive Metal, veio muita “baba”, principalmente com a adoção pela maioria das bandas, do teclado no estilo Europe, tendo até o próprio DT enveredado em alguns momentos por essa vertente, o que pra mim, dá uma empobrecida nas canções, mas, façamos justiça, são excelentes músicos.
É isso aí.
CLIPE DA SEMANA
Aproveitando a deixa do assunto de hoje, segue link do show do Dream Theather e sua performance do Dark Side of the Moon do Pink Floyd.
http://www.youtube.com/watch?v=WUoUim7WGwo&feature=related
Abraço!!!
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