
O Kiss foi uma banda até certo ponto bem honesta. É, até tirarem as máscaras. Daí vieram umas babas de lascar com a cara limpa, quem quiser se situar pode ouvir qualquer música do Lick It Up, de ‘83. Lick It Up é o tipo do disco que a gente só ouve por consideração. São as cagadas do marketing... Mas, antes dos caras resgatarem a velha fórmula e se maquiarem novamente - e isso foi lá por meados dos ’90, não é que a fase “cara limpa” foi fechada com honras? Falo de Carnival of Souls: The Final Sessions, que trouxe pra gente um Kiss bem encorpado e com guitarras nunca d’antes abarcadas. O disco realmente foi muito injustiçado, talvez pelo estigma da fase sem máscaras. Estranhos à formação primeira, um certo Bruce Kulick, que acompanhou uns 90% dessa fase da banda, e o guitarrista Tommy Thayer. Em anexo, uma das melhores canções do Carnival of Soul - I Walk Alone com a voz de Bruce Kulick. Em tempo, na semana passada lançaram o Destroyer (Ressurected), que conta com as velhas canções emremasters a partir dos tapes mestres; uma versão estendida de Beth e faixa bônus de Sweet Pain. O Destroyer é um dos clássicos do Kiss, lançado em ’76, produzido pelo badalado Bob Ezrin (Pink Floyd - The Wall, Alice Cooper, Peter Gabriel...) e contando com excelentes músicas como Detroit Rock City, Shout it Out Loud, Do You Love Me...
CLIP DA SEMANA
Uma das características mais marcantes do Kiss, claro, além dos personagens assumidos por seus integrantes, sem dúvida fica com as performances ao vivo, e isto desde sempre, com muita pirotecnia e efeitos diversos. Em 2003 os caras gravaram um show na Austrália com a sinfônica de Melbourne, e, como não poderia deixar de ser, saiu muita coisa boa e inusitada. No palco, todo mundo pintado... Até a orquestra! O link abaixo traz um bom momento do show com o clássico Love Gun, Rock and Roll na sua melhor forma.
http://www.youtube.com/watch?v=7Oa6atjMYnk&feature=related
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