
Se montássemos um
gráfico que mostrasse a ascensão que os álbuns do Iron Maiden tiveram desde o início
com o primeiro trabalho auto-intitulado, seguindo com Killers, The Number of
the Beast, Piece of Mind, Powerslave, Live After Death (que consagrou todos os
grandes hits dos discos anteriores), veríamos uma queda na curva justo em 1986,
com a chegada de Somewhere in Time. Lembro quando o amigo Otávio chegou com o
disco, e de como demorou pra se digerir o que havia dentro dele, afinal, quem vinha
desde o princípio acompanhando o que saia da banda e ainda recuperando as
forças de audições incansáveis de um álbum ao vivo absolutamente perfeito,
ouvir aquelas guitarras sintetizadas foi meio impactante... Elas desciam meio
quadradas. Não que o disco fosse ruim, a começar pela capa de Derek Riggs, incrivelmente
detalhista que mostrava um Eddie cibernético e fazia referências a inúmeros
fragmentos da história da banda. Mas, felizmente, Passados os primeiros momentos,
percebeu-se que trazia canções bem trabalhadas, com rifs e refrões marcantes
como em Caught Somewhere in Time, Wasted Years, Heaven Can Wait e
Alexander the Great. Talvez o som do Iron Maiden não fosse o que é hoje, se não
houvesse essa experiência, da mesma forma quando da substituição de Paul Di’Anno
por Bruce Dickinson - sabe-se lá como seria hoje, ou até se seria. Enfim, segue o disco inteiro pra matar saudade.
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