Pedrão, um dos que dá uns motes vez por outra, me passou uma matéria do El País para o Brasil sobre o novo disco do U2 - Songs of Innocence e a situação atual da banda (na visão do responsável pelas linhas: Diego A. Manrique). Bicho, quando grafo aqui um "pare as máquinas" é que realmente alguma coisa me remeteu à uma qualidade, um quê daqueles que a gente se acostumou a ouvir nuns trinta anos de muita genialidade e contribuição cultural. Refiro-me ao que fora produzido nos 60's, 70's e 80's, daí, o que veio depois foi uma pálida lembrança desses anos: um riff, um agudo, uma linha melódica... O U2 não foi diferente disso, de uns tempos pra cá o que vale mais são os cifrões envolvidos, sem o romantismo, o famoso amor à causa que existia antigamente. Parece que os caras se acomodam mesmo e ficam andando em círculos (vide AC-DC e essas bandas manjadas de heavy metal ou hard rock). O primeiro contato com o U2 deu-se meio que da frente pra trás! Foi em 1985 com o ao vivo Under A Blood Red Sky. Até então sempre encharcado dos medalhões da época, aquele negócio mexeu com todo mundo, era muito diferente: os vocais de Bono e a guitarra de The Edge, as melodias incríveis... Verdadeiros hinos. Daí a ré fora engatada pra mergulhar nos primeiros discos. Começando do princípio com o Boy (pena que era tão curto), depois October, War e o recém lançado The Unforgettable Fire. Pronto, com esses quatro discos já se tinha a linha do que era o U2, com uma coisinha a mais em cada um deles. A partir de '87 o grupo não seria mais o mesmo, veio The Joshua Tree, quando os caras deram uns tons americanos ao seu som, aprofundando mais o seu trabalho, emplacando hits um atrás do outro, que se estabeleceram definitivamente na história. Nessa época também se envolveram com ativismo, que tornou-se outro objeto importante do grupo, principalmente na pessoa de Bono. Na mesma linha, no ano seguinte, vieram com o Rattle and Hum. São álbuns mais complexos que os gloriosos primeiros, mas, confesso que as impressões de I Will Follow, Twilight, The Electric Co, Gloria, October, Sunday Bloody Sunday, New Years Day ou Pride sempre gritavam mais alto, por mais simpática que tenha sido Where the Streets Have No Name, ou eletrizante como Desire. Em sequência tivemos Achtung Baby, Zooropa, Pop... Meu último bom contato com a banda foi no show ao vivo Go Home de 2001, que começou com Elevation, Beautiful Day... engatando clássicos como New Years Day, Out of Control e Sunday Bloody Sunday... Uma banda de arena, um Queen reeditado. Como disse Manrique referindo-se ao disco de 2009 - No Line On the Horizon: "... Se você pegasse cada canção separadamente, podia encontrar detalhes atrativos, passagens inteligentes, ecos de grandeza do passado", arrematando: "... Em geral, no entanto, onde antes ardiam fogueiras, tudo o que agora se encontravam eram chispas". Parece que a fórmula continua, agora com muito mais dígitos envolvidos. Não vou pedir pra parar as máquinas, ou largue o que estiver fazendo, Mas é U2, sendo assim, vamos acessar o link e curtir, aproveitar esses rasgos, afinal, é uma questão de consideração.
E falando de blues, pra não perder o costume e agradando muitos que transitam por estes zeros e uns, algumas dicas que saíram por esses dias. Primeiro, Fo' Reel com Heavy Water, blusão de primeira com guitarras e vocais profundos.
E o novo disco dos Nighthawks - 444, que são referências desde o bem ido início dos anos setenta. Som que vem de Washington trazendo guitarras e gaitas abundantes.
Atualizando os amigos com um presente do Rush - Spirit of the Airwaves, realizado em 1980 nos EUA e só liberado oficialmente neste ano. O Show fez parte da tour do Permanent Waves. Não tem muito o que falar, é ouvir e confirmar tudo o que já sabemos.
Continuando na seara mais amena, com o que chamam de new progressive - disco novo do Pineapple Thief. Conheci esses caras em 2006, são ingleses e foi pelo álbum Little Man. Depois veio na mesma ideia o What We Have Sown, no ano seguinte. Durante meu exílio essa banda tocava muito nas rádios, tanto os hits, nas estações comerciais, como o lado B nas segmentadas. Banda que consegue fundir bem conceitos dos progressivos da old school, com tendências como o indie e o alternativo. O disco Little Man é muito bom (segue link) e o lançamento fica com Magnolia.
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