sábado, 6 de dezembro de 2014

BOLETIM 06.12.2014!!!

Acabei de receber mais um presente do amigo Pedro Pedin Paixão Pedrada Jácome (o principal deles foi tê-lo em meu convívio) e junto com ele outros amigos a reboque, passageiros dessa trip, maravilhosa trip... Trupe. E como não poderia ser de outra forma, esta é a principal dica da semana. Trata-se do lançamento de seu terceiro disco – A Balada do Passageiro Dançante, e ouvindo-o, ratificando seu amadurecimento como músico, vou lá pro começo de 1980, dois moleques cheios de vida, um montão de planos... Todo um asfalto pela frente a ser superado. As influências já dando a base pro que iríamos ouvir dali pra frente, de toda uma bagagem de casa, dos discos e cassetes que pegávamos emprestados de nossos pais. No caso dele, da inoxidável D. Luzia e no meu, de S. Clélio. Daí a conhecer os afins mais afim que se pudesse imaginar e conseguir aliar os momentos fantásticos que vivemos em nossa adolescência às trilhas sonoras mais diversas, sempre. Começamos com os sons que se desenharam nos anos sessenta, as esquisitices dos anos setenta... Nos oitenta, com uma autonomiazinha, mergulhamos de vez no rock, em especial a barulheira do heavy metal (que hoje é hard), as viagens dos progressivos... Os menos ortodoxos (como eu, Pedro e mais um ou outro) já cediam às variações que começavam a se descortinar naquela década incrível. Descobri o jazz nesses anos, quando pelejava pra sintonizar a Rádio Jornal do Brasil AM, de madrugada e se deleitar com os clássicos que rolavam. Pedrão sempre tocando, até formamos, aliás, formaram (ele e Otávio) uma banda e eu tive que ser o baterista, o que durou pouco, enterrando de vez qualquer perspectiva pro Zuscatrapus. Ele seguiu com o Domber, Boina Verde... Alguns projetos e essa fera que se consolida hoje. Pedrão foi quem me mostrou St. Germain e desde então não larguei mais essa atração que tenho mais e mais pelas variações do universo do jazz. Ouvir essas músicas é curtir a miscelânea dessas tendências abarcadas pelo meu amigo. Sons profundos e soltos, agrestes... Verdadeiros stoners e como é bom vê-lo tocando pra cacete. Não Debréi meu velho... Acelera na Mítica Ruta 40, ou no Chão do Cariri, dando VDO no Fusca... Levantando poeira, mergulhando no Taperoá, seu autêntico Ped’Valsa, depois de um chopp (não necessariamente em Hauer), sem ficar Pedrunk nessa Balada, Sr. Passageiro Dançante. A obra segue no link para devida documentação.



Aproveitando esse mote de setentas e oitentas, fazendo uma postagem bem no clima do primeiro tópico: solto, leve e vanguardista, chegando com a segunda dica da semana. Ladies and Gentlemen, na área os dinamarqueses do The Savage Rose e o álbum Roots of the Wasteland, apresentando o vocal rasgado de Annisette Koppel, num verdadeiro caldeirão de sons velhos e novos. Disco muito bom, trazendo absolutas pérolas como Dear Little Children of Mine, Mr. World ou Waste and Lulaby. Segue inteiro no link.



E o fusion do Mr. President com o disco Hips Shaking, que foi lançado no primeiro semestre deste ano, mencionado no grupo do Facebook e resgatado agora pra deixar o registro do autêntico soul e funk americano com forte pitada lounge e nu jazz. I Can't Go For That da dupla americana Hall & Oates ficou bom demais, sem falar nas outras faixas.



A passagem de Joe Bonamassa no verdadeiro dream team que era o Black Country Communion, além de deixar a sua marca nas guitarras do grupo, foi mais um tijolo importante na parede da carreira desse cara que está beirando os quarenta anos. Foi lançado mais um disco da fera, chama-se Different Shades of Blue, realmente diferentes! Boas sacadas transitando por diversos estilos, com toda a facilidade dessa figura que é considerado um dos melhores guitarristas da atualidade e que tá cantando como nunca.



MDPPKCT, back to the good rock and roll, fellows!!! A Austrália sempre pródiga em boas surpresas, dessa vez a bola fica com os rapazes do Electric Mary e seu novo EP - The Last Great Hope. Espero que realmente não seja a última, mas de fato é uma boa dica. R'n'R simples, honesto... E como deve ser: direto ao ponto, com doses na medida certa, instrumentos alinhados, vozeirão encaixado... Segue todo no link.



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